As cores aos poucos me negavam o seu brilho
Subitamente olho na linha do horizonte e vejo um pássaro
Belo e exuberante.
Apresentava-se à minha frente.
Apresentava-se à minha frente.
Aproximei-me cuidadosamente,
Embora assustado, permaneceu lá imponente e majestoso.
Aproximei-me mais e admirei suas cores de rara tonalidade, brilho intenso.
Brilho que refletiu em meus olhos!
Toquei-lhe, sentiu-se confortável e seguiu-me.
Acostumei-me à sua presença!
Seu canto e encanto, deveras cativaram minha atenção
Sua presença trouxe-me de novo
As cores da vida...
Os dias agradavelmente foram se passando
Subitamente, tive medo: era um pássaro!
Suas asas eram sua liberdade
E voar a sua vida.
Suas asas eram sua liberdade
E voar a sua vida.
Eu não podia desejá-lo, tê-lo pra sempre não seria possível
Era preciso seguir seu caminho.
Uma intensa tristeza invadiu meu ser naquele momento
E as lágrimas, que não puderam ser contidas, vieram aos meus olhos.
Fiquei temeroso de sua partida. Poderia eu prendê-lo e pra sempre seria meu?!
Pois eu estava amando aquele pássaro.
Parei, olhei profundamente em seus olhos
E o pássaro fez-me entender que livre é o amor
Livre pra trilhar caminhos que nem sempre se cruzam
Mas quando se cruzam existem e coexistem
Sempre nas boas lembranças
Nos bons momentos
E por onde voar
Lembrará também o pássaro
Que um dia pousou em minha vida
Foi feliz e fez-me feliz...
...joao evangelista...









